Mudanças na Organização

Será que preciso mudar mesmo?


Certamente você já ouviu o seguinte ditado: em time que está ganhando não se mexe. Mas, será mesmo? Será que, só porque o resultado existe, deve-se continuar agindo da mesma forma? Se pensarmos assim, estaremos realmente preparados para uma mudança repentina na equipe,  na estrutura da empresa, ou nas finanças? Estas são perguntas que precisamos entender e analisar quando estamos à frente de uma equipe ou organização.

A primeira coisa que vem a mente é a possibilidade de pensar na continuidade das coisas como algo negativo. Por que preocupar-se, se está tudo caminhando bem? Muitas pessoas perguntam da necessidade da mudança e se o que estão fazendo não está errado. A resposta é não, mas com a ressalva do ônus pelo bônus. É preciso pagar o preço para mudar e ir além do que já é uma realidade.


Se você realmente quer mudar algo na sua empresa, poderá encontrar tais resistências:


  • Medo do desconhecido, das falhas e das consequências adversas;
  • Práticas, hábitos e relacionamentos enraizados (“sempre fizemos assim”);
  • Sair da zona de conforto, do seguro e controlável;
  • Falta de confiança em si e nos outros;
  • Aversão imposição de mudança;
  • Medo de surpresas;
  • Relutância dos gerentes em lidar com dificuldades;
  • Interesses próprios e alterações no poder e influência, tais como perda ou mudança do papel na organização;
  • Falta de respeito e confiança no promotor da mudança;
  • Ceticismo do resultado pelas experiências e falhas passadas;

E como fazer para ter sucesso nas mudanças?


  • Apoio da diretoria da empresa: os promotores da mudança só terão êxito caso a direção da empresa esteja de acordo e querendo muito mudar. Neste caso a cultura organizacional é o que impera em toda as ações e atividades da organização.
  • Definir a equipe promotora das mudanças: depois de ter o apoio da direção da empresa, faz-se necessário a formação de uma equipe para desenvolver o programa e direcionar os trabalhos. Seus componentes serão os principais agentes das mudanças;
  • Reestruturação organizacional: com o apoio da diretoria e a formação da equipe, é extremamente necessário promover um abandono de antigas práticas (sempre foi feito assim). Fazer com que os colaboradores entendam que o que fizeram até o momento não estava errado, porém, existe uma nova maneira de realizar as atividades, com menos esforços e com mais resultados.
  • Planejamento estratégico: é fundamental deixar claro para os colaboradores a missão e visão de forma que todos entendam o que a empresa fará, para quem e onde quer chegar. Isso fará com que a equipe tenha confiança no novo modelo proposto pelos promotores das mudanças.
  • Definição de objetivos, metas e indicadores: outro ponto crucial para que as mudanças ocorram é definir os objetivos e distribui-los na linha do tempo, sempre alinhados com a visão da empresa. Isso fará com que a equipe foque na conquista de cada objetivo fazendo com que a segurança e credibilidade nas mudanças aumentem cada vez mais.
  • Comunicação dos resultados: por fim, faz-se necessário dar um feedback constante aos colaboradores, de forma que todos se sintam importantes no processo. Desta forma o programa despertará sentimento de dono nos colaboradores fazendo com que todos caminhem para a mesma direção. 

(Valmir Coleto)

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